Análise de Arknights: Endfield (PS5) | Push Square

Arknights: Endfield chegou ao PS5 e, a princípio, muitos de nós não estavam certos se realmente precisávamos de mais um jogo de gacha. Com tantas opções disponíveis, nossas expectativas para este título estavam bem baixas. Mas a verdade é que ele conquistou um lugar no nosso cotidiano, e isso diz muito sobre a qualidade do trabalho da desenvolvedora chinesa GRYPHLINE. Agora, como será que esse jogo se sustenta no longo prazo? Isso depende do suporte futuro, mas, no momento, ele merece ser recomendado.

Vamos começar falando sobre o que pode desagradar: a narrativa. O jogo gira em torno do Endministrator, um personagem que sofre de amnésia, e seu enredo é uma mistura de nomes e explicações complicadas — algo bastante comum nesse tipo de jogo. Há algumas boas reflexões sobre o impacto ecológico das ações do jogador, mas, no geral, o foco parece ser mais em agradar seus parceiros de anime do que em desenvolver uma história envolvente.

Embora as animações sejam de tirar o fôlego, não indico Arknights: Endfield por sua trama. No entanto, as interações entre os personagens são divertidas e trazem diálogos interessantes. O forte do jogo está na mistura de exploração de mundo aberto e estratégia de gerenciamento. Para quem gosta desse tipo de gameplay, é uma combinação irresistível.

Os fundamentos de Endfield vão soar familiares para quem já jogou títulos como Genshin Impact. Uma das mecânicas interessantes é a automação. Imagine que você possa coletar plantas em um mundo aberto e, em vez de fazer isso manualmente, construa uma infraestrutura que cuida de todo o processo. Desde o cultivo das plantas até o armazenamento, você acaba criando um ciclo infinito que abastece seu inventário.

E se decidirmos usar essas plantas para criar um tipo de instalação medicinal? Você pode até vender os produtos para um acampamento que precise de suprimentos. O jogo provoca várias ideias e possibilidades, deixando você se perguntando como investir o “dinheiro” que ganhou. Aliás, essa variedade de objetivos e mecânicas faz a experiência ser muito rica e divertida.

O jogo é complexo, mas os tutoriais são muito bem feitos e facilitam o entendimento das mecânicas. Se não quiser se aprofundar nas construções, você pode encontrar planos otimizados que outros jogadores compartilharam na internet. Isso é muito prático!

E não posso esquecer da parte da exploração, que lembra bastante Genshin Impact. A performance no PS5 é ótima, com gráficos vibrantes. Os personagens realmente correm ao seu lado no campo de batalha, ao contrário de muitos jogos que fazem com que eles desapareçam quando você muda de controle. O combate é simples e oferece um fluxo interessante de habilidades, permitindo combinações estratégicas entre os membros da equipe.

Para conseguir os personagens desejados, você precisará entrar na dinâmica do gacha, e, honestamente, essa parte pode ser um pouco agressiva. Embora a generosidade inicial do jogo facilite a coleta de recursos, as chamadas “moedas premium” podem parecer complicadas quando você precisa convertê-las para conseguir novos personagens.

Por outro lado, as banners de personagens têm uma duração maior, o que traz mais oportunidades para coletar os que você quer. As animações dos personagens são muito charmosas e trazem bastante personalidade, como o caso da Last Rite, que causa momentos engraçados durante sua inspeção.

Se você já experimentou jogos similares e não se surpreendeu, talvez este não mude sua opinião. Apesar de algumas novidades, a essência ainda é a mesma: trabalhar para subir o nível da sua equipe, enfrentando desafios com um toque industrial e uma mecânica de controles que se torna bem gerenciável.

É gratificante saber que suas fábricas continuam produzindo enquanto você está fora, e isso torna o retorno ao jogo mais empolgante. Entre tantas opções de jogos disponíveis para o PS5, Arknights: Endfield se destaca e pode ser difícil deixá-lo de lado.

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