Análise de Highguard (PS5) | Push Square

Highguard é um jogo que, desde o início, parece ter algo especial, mas acaba não atingindo seu potencial máximo. Desenvolvido pela Wildlight Entertainment, esse título apresenta uma mistura de elementos de jogos populares de tiro em equipe, como Rainbow Six Siege, Fortnite e Apex Legends. Se você ama jogos com modos PvP e raids, definitivamente deve estar curioso para saber mais sobre essa novidade.
Em cada partida, sua equipe, composta por três jogadores, começa a fortalecer as paredes da base. Lá dentro, existem dois geradores pequenos e um grande, que precisam ser protegidos enquanto você tenta destruir os geradores da equipe adversária. É uma verdadeira batalha de estratégia!
Uma das etapas do jogo envolve a coleta de Vespa – uma moeda em forma de cristal. Durante essa fase, você e seus amigos devem explorar o mapa em busca de melhores armas e armaduras. E se encontrar o time inimigo nesse momento, a adrenalina sobe. Você também deve capturar a espada Shieldbreaker para quebrar a defesa da base adversária antes de iniciar o ataque.
Quando a fase de ataque começa, vocês têm um tempo limitado para atacar ou defender os geradores. Os menores causam cerca de 30% de dano, enquanto o maior pode eliminá-los completamente. E, claro, a equipe que zerar a saúde de sua base perde a partida.
Embora a estrutura do jogo possa parecer um pouco complicada à primeira vista, ao jogar, você percebe que é preciso tempo para se ajustar e aproveitar ao máximo. No PS5, a experiência é bastante incrível, com armas que parecem pesadas nas mãos e animações impressionantes. A variedade de habilidades disponíveis entre os oito personagens, chamados de Wardens, torna os combates dinâmicos e divertidos.
No entanto, a dependência do trabalho em equipe é intensa. Jogar com desconhecidos pode ser desafiador se a comunicação não fluir. Isso acontece especialmente por conta do tempo curto de respawn: se seus companheiros não estiverem atentos, fica difícil segurar a onda.
Com algumas horas de jogo, ficou claro que Highguard brilha mais em fases de ataque ou defesa. A coleta de itens, por outro lado, costuma ser monótona. Ouvindo a frustração de quem jogou, muitas vezes, os jogadores preferem evitar confrontos nessa fase inicial, já que não há realmente uma vantagem em brigar e logo vão aparecer novamente.
Outro ponto que chamou a atenção foi a mecânica de fortificação das paredes. Você pode drená-las com um material que as torna resistentes a machados, mas cada jogador possui ferramentas que contornam esta resistência. Esses pequenos detalhes acabam tornando esse aspecto um pouco redundante.
Visualmente, Highguard ainda está em busca de sua identidade. O design dos mapas e dos personagens parece um tanto genérico, misturando elementos clássicos em uma ambientação de alta fantasia. As skins disponíveis na loja, que vão desde soldados romanos até trajes inspirados em Dune, trazem uma variedade interessante, mas não necessariamente atraem o desejo de jogar continuamente.
Além disso, o desempenho no PS5 é satisfatório, mesmo sem uma versão aprimorada. O jogo roda de forma fluida e com um visual nítido, embora a falta de opções de desempenho e o suporte quase inexistente ao DualSense deixem um pouco a desejar.
Highguard possui seu potencial, mas, pelo que se vê atualmente, ainda falta algo para brilhar de verdade. É um jogo divertido, mas com alguns excessos e desafios que o tornam um tanto confuso, especialmente para os novatos. Acredita-se que a Wildlight está dedicada a melhorias futuras, mas, por enquanto, quem busca uma experiência focada muitas vezes pode acabar se sentindo perdido em meio a tantas mecânicas.


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