Análise de Into the Restless Ruins (PS5)

Roguelikes estão em alta, e entre eles, “Into the Restless Ruins” merece uma atenção especial. Esse jogo combina elementos de exploração de masmorras com a dinâmica de coleta de cartas, criando uma experiência única e inteligente, onde você realmente constrói seu próprio caminho.

Durante cada partida, as cartas que você coleta representam diferentes salas. Ao jogá-las, você monta um mapa de masmorra com o objetivo de chegar a uma área específica e derrotar o chefe final. Cada sala tem seu próprio layout e portas, o que define onde elas podem ser colocadas no seu tabuleiro.

Após ter organizado as salas, começa a fase de exploração. Você caminha pelos corredores do seu próprio design, enfrentando inimigos automaticamente que aparecem ao seu redor. A cada confronto, você ganha XP e pode se beneficiar de características únicas que cada sala oferece. Por exemplo, algumas salas têm elementos interativos que podem curar você ou até aumentar o tempo que você pode passar na masmorra.

Quando você termina a exploração e sai, volta para a fase de construção, utilizando novas cartas que desbloqueou ou melhorou para expandir ainda mais sua masmorra.

Esse design é realmente pensado para que você avalie tanto a estrutura da masmorra quanto os benefícios de cada sala. Criar um caminho tortuoso pode se tornar um problema quando você precisar voltar para sair, por exemplo.

Como acontece com muitos bons roguelikes, a estratégia é profunda e a complexidade aumenta à medida que você avança. As ruínas mais difíceis não apenas proporcionam um desafio maior, mas também trazem Cantrips, que são cartas que podem modificar o jogo e deixar tudo ainda mais interessante.

“Into the Restless Ruins” acerta em muitos aspectos, mas a batalha automática não tem o mesmo ritmo envolvente que jogos como “Vampire Survivors”. Além disso, a história, embora presente, acaba se perdendo facilmente. No entanto, a estrutura envolvente do jogo é um convite irrecusável para os fãs do gênero.

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