Um Filme Minecraft – Vale a pena assistir?

O tão esperado filme de Minecraft finalmente chegou aos cinemas — e a pergunta que fica é: será que ele entrega uma boa adaptação ou vai ser lembrado como um grande fiasco? A verdade é que o longa aposta forte no público infantil, com uma narrativa leve, visual colorido e até momentos musicais, sim, como se fosse um mini musical em algumas cenas.

Apesar das críticas que surgiram após os trailers, o filme consegue capturar a essência criativa do jogo. Ele acompanha Steve, que aqui representa o próprio jogador, um cara deslocado no mundo real que encontra um portal para o Overworld e descobre sua verdadeira vocação: construir, criar e sobreviver. É praticamente o espelho da jornada de quem começa a jogar Minecraft.

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Trama simples, humor bobo e personagens com pouco desenvolvimento

O enredo é básico: um grupo de personagens acidentalmente vai parar no mundo de Minecraft e precisa encontrar um jeito de voltar pra casa. A partir daí, o público é levado por paisagens conhecidas, vilas com NPCs, ataques de Creepers e até fugas frenéticas de zumbis e esqueletos.

A grande crítica fica por conta do roteiro raso e das motivações simplistas. O vilão? Uma Piglin chamada Malgosha, que quer acabar com a criatividade do mundo usando o misterioso Orbe da Dominância. A missão dos heróis envolve encontrar um segundo item, o Cristal da Terra, e impedir seus planos. É bem aquele tipo de vilã que poderia facilmente aparecer em um episódio de um desenho animado.

Steve e Garrett roubam a cena

Imagem: Warner Bros. Pictures

Entre os personagens, os grandes destaques são Steve e Garrett, vivido por Jason Momoa. Garrett é um ex-jogador de fliperama que virou um adulto frustrado e deslocado no mundo moderno. A química entre ele e Steve funciona bem e traz momentos engraçados e até emocionantes.

Henry, um garoto criativo e sensível, também tem um papel importante, representando aquela geração de jogadores que cresceu com Minecraft. Já as personagens Natalie e Dawn acabam ficando meio perdidas na trama, sem tanto tempo de tela ou desenvolvimento significativo.

Visual agrada, mas o “vale da estranheza” incomoda no começo

Imagem: Warner Bros. Pictures

O visual do filme é um dos pontos altos. O CGI é bem feito, e o mundo de Minecraft está fiel, cheio de referências, crafting, criaturas clássicas e aquela estética inconfundível. No começo, pode causar uma estranheza ver personagens reais interagindo com esse ambiente tão estilizado, mas com o tempo a gente se acostuma.

Tem até alguns momentos musicais que parecem fora de lugar — Minecraft definitivamente não é um musical, mas o filme insere algumas músicas com contexto, o que pode ou não agradar o público.

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Vale a pena assistir?

Depende do seu perfil. Se você for fã do jogo ou estiver levando a criançada pro cinema, é bem provável que se divirta. Agora, se espera uma história densa, com personagens complexos e humor mais refinado, talvez saia decepcionado.

A mensagem sobre criatividade, no entanto, é bem clara e alinhada com o espírito do jogo. E isso é algo que o filme acerta em cheio.

Ah, e não sai da sala antes da cena pós-créditos! Ela traz uma surpresa legal que pode indicar uma possível sequência — mas nada que comprometa a experiência pra quem não assistir.

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