Resident Evil Requiem atende às expectativas dos fãs da série

O título NÃO é clickbait, e eu vou direto ao ponto: Resident Evil Requiem é uma verdadeira festa para os fãs. Sem exageros, é um dos melhores da franquia em décadas. Lembro dos primeiros jogos que zerei ainda no PS1, lá atrás, quando o medo tomava conta de mim e eu mal sabia o que fazer.

Alguns podem discordar, mas afirmo com convicção: este é o melhor desde Resident Evil 4, que surgiu em 2004. Fiquem tranquilos, vou explicar o porquê. Então, peguem um café e bora lá!

Desempenho e Gráficos

Joguei em 4K, com todas as opções no máximo, e sem problemas técnicos relevantes, o que é uma raridade para lançamentos AAA no PC. A taxa de quadros variou entre 80 e 116 FPS, sempre bem estável.

Na verdade, por 95% do jogo, tudo funcionou perfeitamente. Claro que encontrei alguns hiccups em diferentes cenários, mas nada que não pudesse ser resolvido em minutos. E para os que gostam de detalhes, aqui vai o computador que usei:

  • Processador (CPU): AMD Ryzen 7 9800X3D
  • Memória (RAM): 32 GB DDR5 (6000 MHz)
  • Placa de Vídeo (GPU): NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti
  • Armazenamento (SSD): SSD 2 TB PCIe Gen 4
  • Sistema Operacional: Windows 11 Pro

Nostalgia e Evolução Técnica

O jogo é uma verdadeira ode à nostalgia, mas não se enganem, não é apenas uma apelação emocional. Ao revisitar ambientes clássicos, é fácil sentir aquele frio na barriga. Raccoon City é um lugar que parece parado no tempo, mas a franquia evoluiu bastante desde o fiasco de Resident Evil 6.

Resident Evil 7, lançado em 2017, foi um marco que trouxe a série de volta aos trilhos. Mesmo assim, sempre senti que alguns inimigos não deixavam uma marca tão forte quanto os clássicos da série. Mas, em Requiem, a Capcom trouxe de volta a essência de Resident Evil com uma pitada de novidades, entregando uma experiência empolgante.

Jogabilidade e Personagens

A jogabilidade foi divida em duas partes: momentos com Leon e Grace. A câmera pode ser ajustada a gosto, mas eu optei pela terceira pessoa em ambos os personagens, e funcionou muito bem.

A proposta é que Grace traz um terror mais cadenciado enquanto Leon é o homem da ação. Os fãs vão sentir a presença de boas e velhas máquinas de escrever, e Leon ainda se mostra como um verdadeiro combatente, com habilidades aprimoradas e até um machadinho super afiado.

Os zumbis são uma das grandes sacadas deste jogo. Eles mantêm a essência de suas personalidades anteriores. Se eram cozinheiros em vida, na forma de mortos-vivos, a situação é bem macabra. Esse conceito traz uma nova dimensão ao jogo, e certamente vai inspirar outras obras no futuro.

Suspense e Tensão

O terror que tinha se perdido desde 2017 voltou com força total em Requiem. Embora eu tenha apreciado Village, a conexão com a lore da franquia parecia forçada. Aqui, tudo flui de forma mais coerente, com elementos que realmente lembram os primeiros jogos.

Os momentos com Grace são verdadeiras aulas de suspense e terror, o que equilibra a adrenalina das cenas com Leon. É incrível ver como a Capcom conseguiu unir ação frenética com momentos de pura tensão.

Sonoridade e Dublagem

Outro ponto alto do jogo é a parte sonora. Optei por jogar com as vozes em inglês e a dubladora Angela Sant’Albano, que dá vida a Grace, faz um trabalho fabuloso. É fácil se conectar com a personagem, que evolui ao longo do jogo, mostrando uma fragilidade que a torna ainda mais real.

Pequenos Deslizes

É claro que, como todo jogo, Requiem tem seus pontos a melhorar. O equilíbrio entre os segmentos com Grace e Leon, às vezes, não parece ideal. Embora a história justifique isso, senti falta da presença de Grace em certos momentos.

Uma Raccoon City para Explorar

É emocionante ver Raccoon City revitalizada, cheia de lugares icônicos para explorar. Não considero a nostalgia uma fraqueza, muito pelo contrário. A forma como a Capcom trouxe elementos clássicos para o enredo é bem feita e respeitosa com os fãs.

Ao final, temos a chance de escolhas que levam a diferentes finais, acrescentando um elemento de replay ao jogo. A Capcom caprichou em cada detalhe, desde os gráficos até a narrativa envolvente.

Minha Experiência Geral

Assim, encerro minha análise com uma nota 10. Resident Evil Requiem realmente conseguiu entregar o que se propôs, superando expectativas em diversos aspectos. Zerei o jogo em cerca de 16 horas, e mal posso esperar para explorar mais em uma nova jogatina.

Vale lembrar que, se você é um fã de longa data da série, vai se sentir bem em casa enquanto joga, mesmo com os novos elementos inseridos.

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