Razer critica gen AI, mas acredita que gamers aprovariam tecnologia

Recentemente, muito se tem falado sobre a inteligência artificial generativa, com algumas empresas avaliando criticamente seu papel no setor. Um dos nomes que entrou na conversa é o de Min-Liang Tan, cofundador e CEO da Razer. Ele precisou esclarecer a postura da empresa em relação ao uso de IA, especialmente após o anúncio de um investimento de 600 milhões de dólares para a área nos próximos anos.
Em uma entrevista, Tan deixou claro que a prioridade da Razer está voltada para o desenvolvimento de jogos, e não na geração automática de conteúdo. Ele expressou sua insatisfação com a “IA genérica”, como ele mesmo a chamou. “Assim como qualquer gamer, quando jogo um título, quero estar completamente imerso e competitivo. Não quero ver personagens mal feitos ou histórias mal elaboradas”, ressaltou.
Essa visão deixa claro que a empresa busca um uso mais refinado da tecnologia. Tan quer a IA como uma ferramenta de apoio para desenvolvedores, melhorando a qualidade dos jogos, como facilitando o processo de testes e ajudando a eliminar bugs mais rapidamente. “Estamos buscando como a IA pode ser implementada de maneira eficaz na indústria de games”, comentou ele.
Porém, essa linha entre o uso de IA para ajudar no desenvolvimento e a criação automática de conteúdo pode ser sutil. Tan parece reconhecer essa preocupação, afirmando que o objetivo é incorporar a IA como um auxiliar, e não como um substituto da criatividade humana. “Queremos descobrir como a IA pode trabalhar com os desenvolvedores para melhorar os jogos, sem, de forma alguma, tirar o lugar da genialidade humana”, concluiu.
Esse assunto traz à tona questões interessantes sobre o futuro dos jogos e o papel da tecnologia neles. À medida que essas ferramentas se tornam mais acessíveis, muitos se perguntam como elas vão moldar o que é criado e consumido no mundo dos games.


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