Mundo aberto de Crimson Desert super o de Red Dead Redemption 2, afirma ex-dev da Rockstar

Lançado em 2018, Red Dead Redemption 2 ainda é citado como a grande referência em fidelidade visual e construção de ambientes naturais. No entanto, parece que a coroa dos gráficos hiper-realistas acaba de ser desafiada. Crimson Desert, o aguardado título de mundo aberto da Pearl Abyss, está chamando a atenção de toda a indústria, recebendo elogios justamente de quem ajudou a moldar a perfeição técnica da geração passada.
O veredito de quem entende do assunto

A validação técnica veio de uma fonte inquestionável: David O’Reilly, artista com passagem pela Rockstar e responsável direto por trabalhar na água da aventura de Arthur Morgan. Em um vídeo de primeiras impressões focado na hidrofísica de Crimson Desert, o desenvolvedor não poupou elogios ao que presenciou. “A água é incrível”, destacou O’Reilly, explicando que a equipe da Pearl Abyss está lidando com o elemento de uma forma muito interessante, utilizando basicamente uma simulação de partículas em tempo real.
O momento de maior impacto de sua análise foi a declaração direta e sem rodeios sobre a evolução do mercado. “Finalmente, surgiu um jogo que faz rios melhores do que Red Dead Redemption 2”, cravou o artista. Ele fez questão de ressaltar que fala com a propriedade de alguém que ajudou a criar os rios do jogo da Rockstar, demonstrando uma imensa satisfação ao ver o progresso tecnológico da indústria. “Eles realmente entendem de rios aqui, e essa tecnologia está ajudando a levar isso ainda mais longe. Estão absolutamente fantásticos.”
O desafio de domar a natureza digital
Renderizar corpos d’água é uma tarefa notoriamente complexa no design de videogames. Acertar a fluidez básica já exige muito processamento, mas o desafio se multiplica quando os desenvolvedores precisam calcular a natureza reflexiva da superfície, a forma como o volume preenche diferentes espaços geográficos e, principalmente, a física de interação quando personagens e cavalos se movem através da correnteza. Os rios representam um obstáculo ainda maior, pois precisam fluir de forma contínua e aparentar uma formação geológica natural, moldando o terreno ao seu redor de forma crível.
O futuro da exploração em Pywel
Quando um estúdio consegue executar essa tarefa com maestria, o resultado merece destaque. O’Reilly mencionou de forma construtiva que notou uma pequena falha durante a sua análise preliminar — apontando que ainda não tem certeza se é um erro de programação ou uma otimização de eficiência —, algo que ele pretende abordar com mais profundidade em um vídeo futuro. Enquanto aguardamos por esses novos insights técnicos, a recomendação para quem for se aventurar em Crimson Desert é clara: pare por um momento entre as batalhas para simplesmente observar como os riachos do continente de Pywel brilham sob a luz do sol.




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