Metal Gear Solid Delta: Snake Eater – Vale a pena?

A espera acabou: depois de quase uma década fora dos holofotes, a franquia Metal Gear está de volta com Metal Gear Solid Delta: Snake Eater, remake do lendário título lançado em 2004 para PlayStation 2.

O retorno da série reacendeu o debate entre fãs: será que o jogo consegue manter a alma do clássico e, ao mesmo tempo, conquistar uma nova geração de jogadores?

Uma volta às origens da saga

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A história de Metal Gear Solid 3: Snake Eater, refeita no remake, se passa em 1964, em plena Guerra Fria. O jogador assume o papel do agente Naked Snake, enviado em missão secreta para resgatar o cientista Sokolov e impedir o uso da arma nuclear Shagohod.

A narrativa, marcada por traições e dilemas morais, continua sendo uma das mais complexas e emocionantes do universo dos games. A presença de personagens icônicos como The Boss e EVA reforça a importância deste capítulo, que funciona como prequel de toda a franquia.

Remake fiel até os mínimos detalhes

A principal promessa da Konami era manter a fidelidade ao jogo original, e eles cumpriram. Metal Gear Solid Delta é praticamente um “remake 1:1”, recriando cenas, diálogos e enredo com extrema precisão. Os áudios originais foram reaproveitados, apenas remasterizados, enquanto a Unreal Engine 5 trouxe gráficos de última geração.

O resultado impressiona, mas não é perfeito: detalhes como cabelos soltos e algumas animações de mãos ainda deixam a desejar. Mesmo assim, a atmosfera geral está lindíssima e entrega um dos visuais mais realistas já feitos na série.

Jogabilidade atualizada para os tempos modernos

Imagem: Konami

Se na narrativa Delta é idêntico ao clássico, na jogabilidade ele traz mudanças relevantes. A câmera agora segue o padrão de Metal Gear Solid V, posicionada atrás do personagem, e há opções de tiro em terceira e primeira pessoa. Movimentos inéditos, como andar agachado, tornam a infiltração mais dinâmica.

O sistema de camuflagem também foi modernizado, permitindo trocas rápidas em tempo real. Para os puristas, existe o Modo Clássico, que recria a experiência original do PS2, mas com gráficos refeitos.

Extras que fazem diferença

O remake também traz novidades curiosas, como o retorno dos modos especiais Snake vs. Apes e Secret Theater, além do repaginado Guy Savage, minigame estilo hack and slash que agora pode ser jogado separadamente após o fim da campanha.

Outra adição é o New Game+, que permite rejogar a história com equipamentos e melhorias obtidos anteriormente. Pequenos toques modernos que ampliam a rejogabilidade.

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Vale a pena?

A grande questão é se Metal Gear Solid Delta substitui o clássico. A resposta é não: a Konami deixou claro que o remake existe para coexistir com o jogo original, não apagá-lo.

Para quem busca gráficos modernos e jogabilidade mais fluida, Delta é a escolha certa. Já para os fãs nostálgicos, o título de 2004 ainda tem charme e peso histórico.

De qualquer forma, Metal Gear Solid Delta: Snake Eater cumpre o que prometeu: é fiel, emocionante e uma verdadeira homenagem a um dos maiores clássicos dos videogames.

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