Análise de Trails Beyond the Horizon (PS5)

Trails Beyond the Horizon é um jogo que não dá para encarar sem já ter jogado Trails Through Daybreak e sua sequência, Trails Through Daybreak 2. A história deste novo título é super rica e complexa, exigindo que você esteja afiado nos detalhes dos jogos anteriores. Mesmo que você tenha jogado os dois, é aconselhável conferir um resumo da história antes de se aprofundar.
Esse universo, que já conta com 13 jogos até agora, é uma das coisas que mais impressiona e, ao mesmo tempo, pode assustar novos jogadores. A forma como a narrativa se entrelaça com o passar do tempo é algo único — é difícil encontrar outro jogo que tenha construído uma história tão elaborada ao longo de mais de duas décadas.
A dedicação da desenvolvedora, Falcom, à franquia é admirável, mas é bom saber que este jogo foi pensado com os fãs em mente. Se você não conhece a saga, é fácil ficar perdido com tantas referências e personagens que retornam.
Trails Beyond the Horizon é um grande desfecho para tramas que vêm se desenvolvendo por várias gerações de consoles. No centro da ação, está Van Arkride e seu grupo, que investigam eventos estranhos na vasta capital de Calvard, chamada Edith. O jogo traz muitos personagens dos títulos mais antigos, especialmente da série Cold Steel, garantindo que a narrativa de curta e longa duração se entrelace com maestria.
Uma História Intrincada
O início do jogo pode parecer devagar. A primeira parte foca em reintroduzir muitos dos velhos conhecidos, e pode parecer um pouco excessivo. A verdade é que Van e seu grupo mal conseguem dar cinco passos sem encontrar outro amigo do passado.
Mas, conforme você avança, a trama realmente ganha ritmo. Cada capítulo termina com uma reviravolta que mantém você na expectativa do que vem a seguir. Falcom merece aplausos pela maneira como entrelaça todas as tramas, apesar de alguns clichês que os fãs já conhecem.
Uma das grandes vantagens de Horizon é como ele expande o mundo construído nos jogos anteriores, esclarecendo questões que muitos jogadores já debatiam há tempos. Embora a historia pareça estar chegando a um ponto de virada, também deixa muitas perguntas para os próximos jogos. É como se o fim estivesse à vista, mas não de forma absoluta.
Jogabilidade e Mecânicas
Falando sobre a jogabilidade, muitas coisas permaneceram similares ao que vimos em Daybreak 2. O jogo continua dividindo sua narrativa em capítulos que alternam entre objetivos principais e secundários, incluindo uma boa dose de exploração e combate.
O Grim Garten, uma masmorra opcional e meio randomizada, também está de volta com um novo nome e propósitos mais conectados à trama. É ideal para quem quer experimentar novas composições de equipe, aumentar níveis ou conseguir equipamentos úteis.
Embora o Grim Garten possa parecer repetitivo, ele acaba sendo uma escapada necessária para quebrar a quantidade de diálogos extensos do jogo. Às vezes, a balança entre a conversa e a ação pode parecer desproporcional, mas essa masmorra ajuda a manter o interesse nos elementos cativantes de RPG.
Aqui, você terá muitos membros de equipe para desenvolver e personalizar. As construções de personagens variam bastante, e existem várias magias e habilidades passivas para explorar. O sistema de personalização é incrivelmente envolvente e recompensa o investimento do jogador.
Entretanto, a densidade de Horizon também se faz presente na jogabilidade. Os jogadores mais experientes se sentirão em casa, mas novas mecânicas de batalha trazem ainda mais opções. Um exemplo é o ‘S-Boost’, um recurso que se acumula durante as lutas e pode ser utilizado para dar buffs em todo o grupo ou para ataques de alta dano.
Considerações Finais sobre a Experiência
Com esse novo enfoque na gestão de recursos, as lutas se tornam mais estratégicas, principalmente nas batalhas mais difíceis. Apesar de algumas mudanças, o equilíbrio das mecânicas de combate permanece, mas a flexibilidade tática de Horizon promete atrair os veteranos.
Por outro lado, talvez falte um pouco da elegância do sistema de combate de Trails in the Sky. A complexidade de Horizon é uma força, mas também corre o risco de se tornar confusa para quem está começando.
Em termos de apresentação, Horizon pode deixar a desejar em algumas áreas. Por mais que tenha trazido novas animações para combate e cenas, os gráficos ainda podem parecer datados comparados aos jogos mais novos. Mas os fãs esperam que o próximo título realmente dê a Calvard o upgrade visual que ele merece.


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