God of War: Sons of Sparta – Vale a pena?

God of War: Sons of Sparta chegou de surpresa, mas as primeiras horas com o título sugerem que, embora a Mega Cat Studios conheça bem o folclore da franquia, a execução técnica pode não estar à altura do nome que carrega. O jogo nos coloca na pele de um Kratos pré-adolescente, muito antes das Lâminas do Caos, empunhando uma lança ao lado de seu irmão Deimos.

A premissa narrativa é interessante: Kratos é o “nerd das regras espartanas”, justificando suas ações através dos ensinamentos militares, enquanto Deimos é o coração emocional da dupla. Eles não estão caçando deuses (ainda), mas sim seguindo trilhas de pelos em esgotos atrás de colegas desaparecidos. É um God of War com apostas menores, mas com um charme narrativo próprio.

Divulgação / Santa Monica Studio

O desafio do combate “Colorido”

O maior ponto de crítica reside na fluidez das lutas. Para um jogo conhecido por execuções viscerais e impacto satisfatório, Sons of Sparta parece sofrer com animações pesadas e uma sensação de “combate flutuante”. Em vez de instinto puro, o jogo exige que você decore um código de cores para reagir aos inimigos.

O sistema de cores:

Cor do AtaqueReação Necessária
VermelhoInbloqueável: Você precisa esquivar.
AzulInesquivável: Você precisa bloquear.
AmareloRequer um Parry (bloqueio perfeito).
RoxoExtremamente perigoso: Evite totalmente.

Essa mecânica acaba transformando o combate em um teste de reflexo visual “estilo Simon” (o brinquedo Genius), o que pode ser exaustivo e quebrar o fluxo natural da batalha que os fãs tanto amam.

Exploração e Estética Retrô

Como um bom Metroidvania, o mapa é interconectado e recompensador. À medida que você encontra templos, ganha novas habilidades que servem tanto para o combate quanto para abrir caminhos — como um estilingue para acertar interruptores ou um galho flamejante para queimar espinhos.

No entanto, o visual é um ponto de discórdia. Enquanto os cenários de fundo são detalhados, os modelos de Kratos e dos inimigos são descritos como “confusos” e sem definição. Em um mercado saturado de obras-primas em pixel art como Blasphemous ou Hollow Knight, Sons of Sparta parece não alcançar o mesmo nível de “beleza sombria”.

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O Veredito Precoce: “O jogo não é ruim, mas parece apenas ‘serviçal’. Para uma franquia monumental, ser apenas mediano em um gênero cheio de sucessos pode ser um risco alto demais.”

Vale o investimento de R$ 169,90?

Se você é um completista da história de Kratos e quer ver a origem do seu vínculo com Deimos, o jogo entrega uma história canônica escrita pela equipe da Santa Monica. Mas, se você busca um jogo de ação 2D refinado e punitivo, talvez sinta falta da “crocância” e do peso que definiram a saga no PS2 e no PS5.

No fim das contas, Sons of Sparta é um experimento curioso. Ele tenta traduzir a fúria espartana para uma escala menor e mais nostálgica, mas tropeça justamente naquilo que Kratos faz de melhor: o combate.

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